segunda-feira, 13 de julho de 2015

Prévia da entrevista de Kristen para a Marie Claire

É um anoitecer úmido no centro de Atlanta, e Kristen Stewart está localizada no Saltwood Charcuterie & Bar no The Loews Hotel, e suas pequenas pernas estão balançando livres enquanto ela fala sobre a prisão feminina. Não uma penitenciaria no estilo de Orange is the New Black – é mais um tipo de encarceramento psicológico e social que todas as mulheres sentem em vários pontos de suas vidas, quando esperam que sorriam, agradem, suportem, aceitem, sejam graciosas, tolerem, peçam desculpas, curvem-se, sejam felizes. Stewart, 25, sabe muito bem sobre a prisão feminina: como uma mulher pode ser punida por não seguir a linha, por não refletir o que a cultura considera que ela deve, por não ser “eu acredito que as palavras operativas sejam: acessível, fácil e sem complicações,” ela diz com rolando os olhos exageradamente.

Stewart, na cidade filmando o drama militar de Ang Lee, Billy Lynn’s Long Halftime Walk, não é, e nunca vai ser, alguma dessas coisas. Ela passou ano sendo criticada por poses desconfortáveis no tapete vermelho, ou por não brilhar em talk-show, ou se atrever a ter desejos além dos que o público apontou para ela porque eles acreditaram que tinham o direito de moldar sua personalidade, já que ela era uma jovem menina em uma série de filmes baseados em livros best-sellers. Finalmente, ela decidiu abraçar os rótulos rebeldes jogados em seu caminho e dizer: “Foda-se isso tudo!”

“Eu ateei fogo no meu universo,” ela admite com um sorriso malicioso, “e eu observei ele queimar.” Stewart abaixa a cabeça, puxa a bainha de seu simples moletom preto. Abana para longe um mosquito. Puxa uma meia caída em seu tênis Converse. “Falando com franqueza,” ela diz, por fim, levantando seu queixo e bebendo um gole de sua vodca tônica, “foi um período muito traumático no começo dos meus 20 anos que começou algo em mim que foi mais,” ela pausa, e então encontra a palavra, “feroz.”

Sobre alcançar a paz com sua imagem pública: “Estou muito orgulhosa que eu sou capaz de seguir em frente e não cair em cada cratera mental. Isso é uma coisa nova para mim. A idade me fez mais inteligente e calma. E isso é incrível pra caralho.”

Sobre sua aparência e corte de cabelo: “Meu cabelo era uma “muleta”. Eu parecia “sexy”, não importa a situação. Eu podia me esconder atrás dele. Logo que eu não tive mais todo aquele cabelo, eu tive que deixar meu rosto aparecer mais. Eu me senti mais confiante do que já me senti em muito tempo. E foi muito bom. Talvez o cabelo longo seja mais bonito para a maioria das pessoas. Mas e então? O seu maior objetivo na vida é ser desejável? Isso é chato pra caralho.”

Sobre pedir desculpas: “Ultimamente, eu tenho feito menos do “eu sinto muito” e mais do “não. Foda-se. Jesus.”

Sobre o melhor conselho que ela já recebeu: “Patti Smith me disse para sempre tomar conta dos meus dentes e pulmões.”

Sobre seu sucesso em uma idade jovem: “Entre 15 e 20 anos, foi muito intenso. Eu estava constantemente ansiosa. Eu era meio louca por controle. E se eu não soubesse como alguma coisa ia terminar, eu ficava doente, ou me trancava ou me inibia de uma forma que era realmente debilitante.”

English

It is a humid dusk in midtown Atlanta, and Kristen Stewart is perched on a too-tall bar stool at Saltwood Charcuterie & Bar in the Loews Hotel, her petite legs swinging free as she talks about girl prison. Not a literal Orange Is the New Black penitentiary—more the psychological and social incarceration all women feel at various points in their lives, when we are expected to smile, please, endure, accept, be grateful, acquiesce, apologize, bend over, be happy. Stewart, 25, knows all about girl prison: how a woman can be punished for not falling in line, for not reflecting what the culture deems she should, for not being, "I believe the operative words are, accessible, easy, and uncomplicated," she says with an exaggerated roll of her eyes.

Stewart, in town filming Ang Lee's military drama Billy Lynn's Long Halftime Walk, is not, and has never been, any of those things. She spent years being taken to task for striking doleful poses on the red carpet, or not shining in talk-show settings, or daring to have desires beyond those the public prescribed to her because they believed they had the right to shape her persona since she was a young girl in a series of blockbuster films based on best-selling books. Finally, she decided to embrace the rebel labels thrown her way and say, "Fuck it all!"

"I lit my universe on fire," she admits with a sly smile, "and I watched it burn." Stewart drops her head, tugs at the hem of her simple black sweatshirt. Fans away a mosquito. Yanks a fallen tube sock from its cotton pool in her Converse sneaker. "Speaking very candidly," she says at last, lifting her chin and swallowing a gulp of her vodka tonic, "it was a really traumatic period in my early 20s that kick-started something in me that was a bit more," she pauses, then settles on the word, "feral."

On reaching peace with her public image: "I'm really proud that I am able to move forward and not fall into every mental crater. That's a new thing for me. Age has made me smarter and calmer. And it is fucking awesome."

"Age has made me smarter and calmer. And it is fucking awesome."

On her appearance and cutting her hair: "My hair was such a crutch. I looked quote unquote 'sexy' no matter what. I could hide behind it. As soon as I didn't have all that hair, I had to let my face hang out. I felt more confident than I had in a really long time. And it felt really good. Maybe to most people long hair is prettier. But then what? Is your main goal in life to be desired? That is boring as fuck."

On apologizing: "Lately, I've been doing less of the 'I'm sooooo sorry.' And more of the 'No. Fuck. Jesus.'"

On the best advice she's received: "Patti Smith told me to always take care of my teeth and lungs."

On her success at a young age: "Between ages 15 and 20, it was really intense. I was constantly anxious. I was kind of a control freak. If I didn't know how something was going to turn out, I would make myself ill, or just be locked up or inhibited in a way that was really debilitating."




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